segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Favoritos - Luli

Estou adorando acompanhar o www.luli.com.br. Quem é o Luli? Bem, você pode até ler o resumo na página inicial do blog, mas pode também ir direto pro resumo: o cara é uma fi-gu-ra! Melhor ler um post ou ver uma palestra dele no blog ou no youtube pra tentar ter uma idéia melhor.

Não deixe de ler "Gigatendências" I, II e III e também "Marcas e conversas" I, II e III. Parece que a criatura entrou numa espécie de transe para falar sobre as tendências do mercado e do mundo digital, cuspindo fotos e vídeos, falando até de taoísmo e artes marciais. Contra-indicação: comprei um smartphone depois de ler diversos artigos em série e repetidas vezes.

Outros favoritos da Empresária neuróticA: http://empresarianeurotica.blogspot.com/search/label/favoritos

domingo, 13 de dezembro de 2009

Dia 08


Para acompanhar melhor esta série recomendo a leitura do Prólogo.

Este foi meu dia de cão (ok, o segundo...). A confusão mental que tomou conta de mim no final do dia anterior perdurou pelo dia inteiro. Em todas as minhas meditações repetia-se o ciclo anapana-confusão mental-start again (ou seja, observava a respiração para tentar alcamar a mente e iniciar o exercício da técnica Vipassana mas começava a pensar em todo tipo de coisas estranhas e tinha que recomeçar tudo observando a respiração, voltar ao começo...).

Pequena pausa taoísta

Uma das coisas interessantes que pude observar com a experiência do retiro (e lá observar=experimentar até o último fio de cabelo) é justamente esta oscilação de humor que somos capazes de ter independentemente dos estímulos externos que temos. A maioria das pessoas é muito eficiente em culpar o exterior pelas desgraças que acontecem em suas vidas, pelo seu mau humor, por quase tudo. Mas é a nossa reação aos estímulos externos que pode levar às situações indesejáveis, ou mesmo agravar situações que originalmente não teriam um potencial tão grande assim. No centro há uma rotina, o que muda são os discursos e as instruções que vão te guiando a avançar na técnica. Em tese não deveríamos ter grande oscilações de humor, mas dentro desta rotina os dias podem ser/parecer inacreditavelmente diferentes. Devemos estar atentos à nossa percepção da realidade, dentro/fora são mundos distintos. Reagindo e julgando definimos a realidade, e definindo o que não pode ser definido, o que é infinito, nos afastamos dela.

Em diversos momentos, partes dos discursos e em observações pessoais (incluindo esta) relacionava tudo com o taoísmo (no fundo é tudo a mesma coisa, mas isso é outra história...). E uma dessas comparações que me marcou muito foi com discurso de smile-start again. Explico: sua mente está uma confusão e não consegue se concentrar pra meditar (nem mesmo simplesmente observar sua respiração)? Aceite a confusão, faz parte (da vida), não crie aversão a ela (aversão=negatividade), sorria, e comece de novo. O Tao também fala sobre sorrir e até rir das coisas ao invés de levá-las tão a sério.

"Se um sábio da mais alta categoria ouve falar do Tao,
enche-se de brios e segue-o com fervor.
Se um sábio medíocre ouve falar do Tao,
num momento, acredita, noutro, duvida.
Se um sábio inferior ouve falar do Tao,
ri às gargalhadas.
Se não ri alto,
então não se tratava ainda do verdadeiro Tao."
(TAO XLI)


Voltando à confusão mental...

Imagine que eu já estava soltando fogo pelas ventas, e pra completar, a bateria do meu relógio analógico acabou. O "problema"? Eu estava usando ele para controlar meu tempo nos intervalos e às vezes deitar por 5 minutos (não mais que isso, pra evitar a sonolência). Descansava entre as atividades de micro caminhadas no micro jardim e varrer o quarto ou varanda. Decidi então pedir meu celular (que eu havia entregue à organização no primeiro dia) à gerente. Ela me perguntou imediatamente para que eu queria o aparelho, me olhando como se eu fosse ligar pra alguém na primeira oportunidade. Acontece que, quando cheguei, no Dia 00, eles disseram que podíamos ficar com o celular para ver a hora se quiséssemos. Como eu havia levado o relógio analógico e particularmente detesto celular, falar no celular e em qualquer tipo de telefone, entreguei com alegria meu aparelhinho junto com os outros pertences que seriam devolvidos somente no último dia. E assim, apesar de terem dito que poderíamos portar o celular eles não me devolveram o meu quando pedi de volta. Comecei a gerar um sankhara de raiva muito poderoso, e depois novamente outro sankhara de raiva por estar com raiva de uma coisa tão idiota. Enfim, a confusão mental só ganhava mais combustível.

E a vaca foi...

Percebi que tudo era um movimento de autoboicote quando tive novamente vontade de fugir do centro. E a vontade era grande, fugir era tão fácil, tão mais fácil do que aturar aquilo (no caso, a minha mente doida). Me agarrei ao que pude, e a essa altura a única coisa que me restava era a teimosia. Sou extremamente, absurdamente, inacreditavelmente teimosa, e daquela vez teimei, teimei... em ficar! Sim, cada um faz o que pode... A partir dali, nas meditações, comecei a ver duas Designers (euzinhas), imaginem: elas lutavam fisicamente, uma fugindo e outra agarrando, impedindo a fuga. E olha que até então não costumava ter visões, nenhuma visão de nada ao fechar os olhos nos períodos. Isso reforçou minha paranóia surgida alguns dias atrás de que colocavam alucinógenos na comida.

Continue a acompanhar minha saga no Dia 09.

Nota/meta pessoal: acabar este diário antes de partir pro segundo curso, no próximo dia 30, um ano após este. Cruzem os dedinhos...

Foto:http://www.lycos.de/image.php?tab=multi&img_frame=1&query=vipassana+meditation+retreat&thumb_url=http://thm-a03.yimg.com/image/acdf7315b5fc5dc4ℑ_url=http://static.flickr.com/3124/3254855937_d8d9ab9b56.jpg&refer_url=http://www.flickr.com/photos/lleite/3254855937/&page2=3

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Coruja é pouco...

Eis uma foto atual da Memé! ...porque vocês adoram ver fotos dos fofuxinhos e porque tive que tirar umas 93849234823 fotos dela para selecionar esta (e acreditem, SÓ esta ficou boa).

Memé (a Mel) não deu a menor bola pra árvore de natal aqui em casa este ano. Já o Loluxo... (Horus), sai de baixo... Ele desenvolveu uma obsessão muito específica pelo "pisca" e fica roendo a coisa. Já estragou um carerésimo (sim, existem piscas caros) e compramos de raiva uns daqueles baratinhos que funcionaram com uma qualidade proporcional ao preço e fomos forçadas a comprar outro mais decente novamente. No momento a árvore pisca (tem pisca) e de vez em quando flagramos o Loluxinho agarrado no pisca.

Quando é que vão inventar o antídoto pro catnip (a erva de gato), que seja uma espécie de spray anti-gato? Socorro! Para algumas coisas passamos vinagre (gatos odeiam o cheiro) mas no pisca não deu muito certo. Estamos marcando em cima mas se sair algum churrasquinho de gato por aqui eu aviso.

Aqui outra travessura: deixo o bichinho deitar na minha cama e ele chafurda e cava tudo até deitar exatamente em cima do travesseiro. Deve ser poque seu pelo é escuro e a fronha branquinha. Um encanto!


Quem não tem cão...


Depois de mostrar algumas partes que me agradam do meu habitat, chega a hora de uma assombrosa revelação. A parte que sempre tento esconder nas fotos, aqui, revelada, sem censura, tcha-raaaaann===>

Tudo isso porque o madeiramadeira.com.br está com a seguinte promoção: fotografe seu piso feioso com a propaganda gratuita do site e concorra a um piso novinho.

Bem, aqui a história é a seguinte: eu a-m-o o meu piso, é todo de madeira, só que o bicho tá muito velhinho, o coitado (clique na foto para ampliar, cuidado pra não levar um susto). E no meu quarto há um agravante: vejam na foto uma fenda preta estranha. É que nesta parte a madeira LEVANTOU! Não sei se dá pra perceber muito na foto, mas ela fica altíssima a ponto de todos que chegam por aqui me perguntarem quem está morando ali embaixo. Eu sempre digo que é um vampiro mas que ele é muito pacífico, é só não mexer com ele :) Já tentamos de tudo pra abaixar o treco mas num deu jeito, tem que refazer a @#$##$%@&^%# coisa toda.

Então é isso, cruzem os dedinhos e/ou participe também, vai que o seu tá mais chechelento que o meu...

Obs.: infelizmente este não é um post patrocinado, mas quando for pode deixar que eu aviso (ou não aviso não e você será ludibriado, só vai perceber quando estiver acessando freneticamente o site do patrocinador, hihiihih...)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dança das logos ou Quem sou eu?

Os clientes têm crise existencial e sobra pra mim. Você acha que estou exagerando? Pois pense bem, trabalho com IDENTIDADE. Corporativa, institucional ou mesmo pessoal (e não sei qual é pior, assim, tratando-se de crise existencial). Uma empresa pode ter tanta crise de identidade quanto uma pessoa. Ora, são as pessoas que administram as empresas, claro.

Tudo isso é revolta causada pela seguinte situação típica: o layout está pronto, o prazo curto (eventos, brindes precisam ser feitos, fornecedores, prazos, entregas, prazos...). Quando tudo está quase pronto pra enviar para o fornecedor o cliente me pede duas pequenas alterações: mudar um pouco as cores (até aí tou no lucro) e... tcha-raaannn: mudar sua logo!!!

Como assim? Está tudo arrumadinho, esquema de cores harmonizando com a logo, proporções, etc etc, fiquei horas pra posicionar tudo milimetricamente de forma a fluir com o chi e agora me pede pra mudar uma coisa que era redonda pra outra que é quadrada e comprida? AAARRRRRGHHHH!!!!!!

Crise existencial eu também tenho (percebam, não é a primeira vez que coloco dois títulos...), mas a de cliente é em cada hora....

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Aventuras de uma designer que trabalha com eventos I

Já que não dá pra contar as últimas dos clientes (são muito cabeludas e se descobrirem isso aqui, já viu...) vou reclamar dos fornecedores :)Não sei se já é a proximidade do fim de ano, ou se estão tentando me enlouquecer, mas os fornecedores andam particularmente tontinhos.

Pois vejam que precisei encomendar umas canetas promocionais para um evento. Sim, sempre é para um evento, e eventos, como vocês sabem, são implacáveis, inadiáveis, tornando o fator prazo um stress a mais na vida do designer.

Com o prazo já curto, resolvi cortar caminho e encomendar as canetas diretamente para o fornecedor com quem já trabalhei diversas vezes, inclusive para este mesmo cliente, sem fazer pesquisa de preços e tal. Aqui ele será denominado Fornecedor 1. Acontece que desta vez o atendimento foi especialmente lento, especialmente equivocado, especialmente buinho (tontinho...). Nada dava certo, desde a demora em me passar o custo total das canetas (tive que pedir por email diversas vezes, a moça não recebia) até o recebimento da arte a ser impressa (tive que enviar por email diversas vezes, a moça não recebia).

Com o prazo estourando e a moça enrolando, parti para uma abordagem agressiva ao telefone: ligava compulsivamente pra cobrar tudo. Acontece que quase sempre que eu ligava estavam todos em horário de almoço, esse luxo! (mal me lembro o que é isso...). Por fim, na milésima vez em que liguei e precisava de uma informação, o moço que atendeu viu que tava brabo e pediu que eu esperasse, pois a moça que me atendia estava em horário de almoço mas encontrava-se na empresa e poderia talvez-quem-sabe me responder. Sim, ela podia estar presente, mas estando em seu mágico horário de almoço não falava com as pessoas, mesmo que estivessem prestes a ir para o seu evento sem caneta alguma. Foi o fim do nosso amorrrrrr...

Devido ao total desespero, começo a enviar pedidos de orçamentos para diversos outros fornecedores - já com prazo mega-hiper-apertadíssimo e achando que a vaca tinha ido pro brejo - tudo isso amaldiçoando o Fornecedor 1 até o último chaveirinho promocional e com o cliente no meu pé. Nisso um dos pedidos de orçamento vai para o destinatário errado! Envio perguntas sobre os modelos de canetas (com as respectivas referências) de um Fornecedor 2 para o mesmo Fornecedor 1, praticamente o pior pesadelo de todo envio de orçamento que faço: confundir os fornecedores. E vocês acham que o Fornecedor 1 se tocou do meu delírio? Pois recebi uma resposta ao pedido de orçamento errado de um outro atendente da mesma empresa (Fornecedor 1). É, pelo visto eles não se comunicam... Daí me veio a luz: será que, dentro do Fornecedor 1, o Atendente 2 é mais ágil que a Atendente 1 (a moça), sendo ambos do mesmíssimo fornecedor??!?!?

Desisti de levar adiante a conversa por email para tirar esta intrigante dúvida quando percebi que o Atendente 2 me perguntou diversos detalhes que já estavam explicados no pedido de orçamento que enviei, reforçando a tese de que as pessoas se recusam a ler os emails até o final (os que eu escrevo, claro!). Além disso, também me intrigou o fato de ele não ter achado estranho as referências numéricas que mandei, eu hein!

Nota: por fim as canetas chegaram em tempo, ficaram lindas e tudo foi sucesso total! Tudo com o Fornecedor 2. Ufa!

Ser mulher é tão fácil... ou Os vestidos-mala

Como todos sabem, duas vezes ao ano eu viajo para trabalhar na organização de um evento e fico doidinha: o trabalho é muito. Pois esse ano, como nos outros, viajei praticamente fugida com os demais clientes me perseguindo e o volume de trabalho não dando trégua.

Acontece que, toda vez que viajo, começo a arrumar a mala uns três dias antes, pois assim vou jogando lá tudo o que vou lembrando ser essencial para levar, fica mais difícil esquecer alguma coisa. Parece um tanto estranho, mas este ano não consegui fazer isso e vejamos no que deu:

Terninho cereja - levei para o primeiro dia de evento: esqueci os fechos do blazer, que são guardados separados do terno. Sem eles a roupa é inusável, a não ser que eu comprasse uma fita de cetim para amarrá-lo, como me foi sugerido, o que eu até achei que ia ficar legal, mas imaginem, não tinha tempo nem pra respirar quanto mais pra achar um armarinho numa cidade distante.
Vestido 1 - para o coquetel de confraternização: esqueci de levar a meia calça que usaria com ele para que não parecesse indecente ou inadequado para o evento.
Vestido 2 - para o segundo dia de evento: esqueci o sutiã que é próprio para usar com ele, que encaixa perfeitamente em suas alças.
Vestido 3 - para o terceiro dia de evento: esqueci a meia-calça 2 que ia com este, também não foi usado.

Com que roupa circulei pelo evento nos três dias? Bem, não exatamente as roupas que planejei sendo que no terceiro dia quase tive que ir de pijamas, já que estes felizmente não esqueci.

Detalhe sórdido: esqueci os três vestidos que não usei no hotel! Final feliz pois os mesmos foram despachados para a filial do Rio, e já estão sãos e salvos aqui, embora eu estivesse quase querendo fazer uma fogueirinha com eles, nhunf!!
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